Livro [#38 de 2015] – À procura de Audrey – Sophie Kinsella

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Ainda estou tentando entender como terminei de ler este livro tão rapidamente. Ok, talvez seja só reflexo da eternidade das três ou quatro semanas que passei lendo o livro II da série Outlander. Mas voltemos ao tópico deste texto.

Este livro da capa fofinha, escrito pela Sophie Kinsella é o primeiro livro dela que pego para ler. Algumas considerações iniciais: sei que ela é mundialmente famosa, e que o nome dela faz vender, independentemente do que ela tenha escrito, mas precisa de uma desproporção nestas proporções (foi proposital, não me julguem) entre o tamanho da fonte usada para o nome do livro e o tamanho da fonte do NOME DA AUTORA? Sério, mesmo? Acho completamente desnecessário. Mas eu não entendo nada de marketing, mesmo… enfim.

A outra consideração é sobre  a capa como um todo. A despeito da desproporção, a capa é sensacional! O jeito como ela segura os dedos, o contraste das cores – tudo a ver. Ponto para  Will Staehle (o ilustrador). Ah, adoro quando usam a capa original dos livros simplesmente traduzida ❤

Agora sobre o livro em si. Acho que li em umas três horas, muito rápido considerando que o livro tem 334 páginas. Daria para colocar o texto em bem menos páginas, mas não vem ao caso.

O fato é que é uma história fofinha (quem tiver medo de spoiler, a hora de correr é agora!) sobre a Audrey, uma garota de 14 anos, vivendo um momento de recuperação de um trauma psicológico ocorrido na escola que lhe deixou com transtorno de ansiedade generalizada e episódios depressivos.

O livro acaba e a gente não descobre o que, exatamente, desencadeou o trauma na Audrey, mas com o passar das páginas isso se torna realmente irrelevante. O bonito desse livro é a sensibilidade de tratar algo tão importante, que atinge sei lá quantos milhões de pessoas – inclusive adolescentes – as quais não conseguem lidar com uma situação que envolve a família inteira.

Conheço pessoas que passaram por situações bem complicadas e também apresentaram esses sintomas da Audrey e até alguns mais difíceis de lidar e imagino como deve ser doloroso ter todas essas ideias confusas na cabeça. Eu só imagino, não sei, mesmo, como é. E penso que um livro assim, voltado para o público adolescente pode mostrar uma luz no fim do túnel para as pessoas que sofrem de alguma doença parecida. Sim, porque é doença. Depressão é doença.

O grande problema social da depressão  – no meu modesto ponto de vista – é que tem o mesmo nome de um sentimento que as pessoas não gostam muito, por ser algo banal. Às vezes você está chateado com alguma coisa, triste, mesmo, aí falam que você está deprimido e isso é absolutamente normal, amanhã você realmente vai estar se sentido melhor – é assim que funciona a vida, poxa!

Mas a depressão-doença é algo muito mais grave. Primeiro porque negligenciado – as pessoas tratam como se fosse uma chateação e dizem Ah, porque você não vai ver um filme? Vai dar uma volta… tratando a doença como se fosse o sentimento e aí o doente só se sente mais mal, por se sentir incapaz de corresponder  àquela expectativa.

Se eu mandasse em alguma coisa neste mundo trataria de inventar um novo nome para a depressão-doença, para evidenciar que se tratam de situações muito distintas, a depressão-doença e a depressão-sentimento. Penso que uma coisinha simples como essa traria resultados significativos, com a redução da negligência que se vê em torno de uma das doenças que mais se prolifera no mundo (li isso em algum lugar, é verdade! Só estou com preguiça de procurar onde no Google. Pode ir lá! – E quando achar, sinta-se a vontade para comentar por aqui! :).

Voltando para o livro. Confesso que aquela história toda de Land of Conquerors me lembrou um pouco de a Culpa é das Estrelas, de John Green, que é um livro mais pesado (pelo menos foi para mim).

Enfim, adorei o Linus. É engraçado como até os mocinhos de livros de adolescentes são príncipes encantados como os rapazes da vida real dificilmente conseguem ser, nessa idade, pelo menos.

Amei a cena do sorvete! A coisa maaais linda!

Desejo a todas as Audreys por aí que encontrem um Linus só seu

Ah, outra coisa que eu adorei foi o nome do livro. Porque, para mim, serviu como sendo a parte final do livro, em que a Audrey desaparece e todos saem procurando por ela. E também como a busca da personagem principal pela Audrey dentro dela, quem ela realmente é, sem todos os problemas. Eu adoro esses nomes que evocam várias ideias

À procura de Audrey (Finding Audrey)

Sophie Kinsella

Editora Galera Record

1ª Edição – 2015

334 páginas

⭐️⭐️⭐️⭐️

FD

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