Livro [#36 de 2015] A Nascente (Volume II) – Ayn Rand

IMG_59aa1dc5745d98babc155339484b6082_2

Agora que eu terminei de ler o segundo volume posso dizer minhas impressões definitivas (pelo menos por hoje hehehe) quanto ao livro A Nascente, de Ayn Rand.

Confesso que estive empolgada para ler em razão da ~ revelação ~ na minha vida que foi a leitura de A Revolta de Atlas, mas me frustrei (#chateada).  Então, não me lembro exatamente há quanto tempo li A Revolta (para os íntimos), mas deve fazer uns cinco anos, e eu fiquei bastante empolgada e impressionada com a perspectiva de Ayn Rand a respeito de como enxergar a sociedade que temos hoje (o livro é da década de 1940/publicado na década de 1950, mas acho que vai servir para 2050 perfeitamente).

O fato é que A Nascente, embora tenha algumas passagens importantes – como a do julgamento de Roark que é excelente e você espera o livro inteiro por ela (e não vou colocar aqui porque são páginas e páginas) – são em menor número e menos profundas que as reflexões de A Revolta.

Já falei isso do primeiro volume, mas este segundo só confirmou a minha impressão de que o livro é um tanto enfadonho. Embora a leitura de A Revolta também tenha sido vagarosa, a trama de A Nascente é mais singela e robusta. Não me empolgou tanto. Talvez eu tenha lido na ordem errada. Talvez eu tenha colocado A Revolta no pedestal dos livros (será? – nem vou começar a me questionar, ou então terei que ler de novo e tenho uns trinta livros novos  e não lidos em casa na fila…).

[Só para lembrar que isso não é um ambiente livre de spoilers: desde a primeira quase resenha aqui eu falei que não sou muito boa nisso e podem rolar spoilers, é por sua conta e risco continuar lendo =P]

O segundo volume tem duas partes: a de Gail Wynand e (finalmente) a de Howard Roark. Eu consegui entender (e aceitar) que Dominique tenha assumido uma postura combativa em relação a Roark e até que ela tenha casado com Keating. Mas Wynand?

Me pareceu totalmente fora de propósito que Dominique ficasse feito uma boneca em casa enquanto Wynand amadurecia, digamos assim… Achei meio frustrante… quem eles (Dominique e Roark) queriam enganar, sabe? Não me convenceu.

E à medida que Peter foi ficando mais impotente, o Toohey conseguiu ficar ainda mais insuportável. E ainda se você os considerar como extremos, o fraco Peter e o forte Toohey, ambos estão imersos na mediocridade humana, de onde a figura de Roark se destaca.

Marquei algumas passagens legais, vamos a elas:

Minha verdadeira alma, Peter? Ela é real somente quando é independente. Você descobriu isso, não é? É real somente quando escolhe cortinas e sobremesas. Você está certo a respeito disso: cortinas, sobremesas, religiões, Peter, e as formas dos prédios. Mas você nunca quis isso. Você queria um espelho. As pessoas não querem nada além de espelhos à sua volta. Para refleti-las ao mesmo tempo que elas também refletem. (Dominique para Keating, p. 46)

Roark percebeu que Wynand raramente falava sobre sua infância, pela qualidade de suas palavras: eram nítidas e hesitantes, não marcadas pelo uso, como moedas que não haviam passado por muitas mãos. (p. 165)

A Nascente – Volume II (The fountainhead)

Ayn Rand

Editora Arqueiro

1ª Edição – 2013

349 páginas

⭐️⭐️

ps. não falei #nadacomnada a respeito desse livro, mas paciência, tou feliz que acabou! =X

FD

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s