Escrevendo com a Alma

Eu andei meio desesperançosa a respeito da minha ideia inicial de escrever um livro. Não tenho uma sinopse na cabeça, sabe?! Aí parece que as portas da escrita se fecham para você. Fui procurar orientação e eis que hoje chegaram os três livros da minha última compra na livraria: o mais esperado por mim, e o que me motivou a comprar livros desta vez foi “Como ler livros” de Mortimer J. Adler e Charles Van Doren. Li o início do prefácio, mas estava na hora do almoço, então deixei ele marcado na orelha. Os outros dois livros, que comprei sem pensar muito, mais para conseguir frete grátis foram: “Germinal”, de Emile Zola, que tenho vontade de ler desde que ouvi falar dele na faculdade e “Escrevendo com a Alma” de Natalie Goldberg. Depois do almoço, comecei a folhear este último e então, nas primeiras páginas, pude perceber que se trata exatamente do tipo de livro que estive procurando.

Eu meio que tentei achar no Mortimer uma coisa que parece que achei na Natalie. Não sei, agora, parando para pensar parece que prefiro escritoras. Fui tentando encontrar meus favoritos: Machado de Assis, Ken Follet, aí vou para Agatha Christie, J.K. Rowling… não sei, vai ver foi só uma impressão. Digo isso porque embora goste de livros escritos por homens, como John Grisham ou V. S. Naipaul, eu me identifico melhor com as autoras mulheres, ainda que o narrador seja um homem.  Quando, por outro lado, o autor é homem, e a personagem principal é mulher, como em “A culpa é das estrelas” de John Green, eu me sinto um tanto distante da personagem. Não sei… Na verdade tampouco sei porque comecei a falar disso. O fato é que iniciei a leitura do livro da Natalie (em 27 páginas já somos íntimas) e ela me tocou de um jeito que me fez vir escrever. Era o que eu precisava “ouvir” agora, sabe? Como se ela tivesse me aberto os olhos falando: você precisa treinar, você não vai sentar e escrever o romance do século. Falando assim, parece meio estúpido, porque eu já havia lido isso em outros lugares, mas acho que eu teimava comigo mesma, achando que sou o máximo, que os outros é  não conseguem. Enfim, eu sou mortal, a probabilidade de escrever algo que alguma editora queira publicar é mínima, mas eu tenho tanta vontade de escrever que, mesmo que ninguém queira publicar ou ler, vou escrever. Primeiro por aqui, até que eu tenha algum material para compor personagens e quem sabe escrever um livro.

FD

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