Livro [#4 de 2016] – Bartleby, o escriturário – Herman Melville

Bartleby, o escriturário

Esse livro me trouxe coisas boas antes mesmo que eu o tivesse lido! Ele foi indicação de uma uma amiga linduxa que eu tenho ( beijo, Gabi!) e isso já seria suficiente para me fazer escolher a próxima leitura. Mas aí quando fui procurar saber a respeito do autor, descobri que Bartleby, o escrivão, foi escrito por ninguém menos que Herman Melville [ele mesmo, o autor de Moby Dick , e não, eu não li Moby Dick =P]

Pois bem. Estava eu determinada a comprar o livro quando me lembrei de que aderi ao sistema de trocas do Skoob [se quiser como funcionam as trocas por lá, olha aqui] e já tinha créditos para solicitar livros, e então troquei por este. Chegou muito rápido e em excelente estado 🙂

Então, o livro é narrado pelo chefe de Bartleby, que o contrata para trabalhar como copista. Acontece que, poucos dias depois do início do trabalho, Bartleby, embora bastante competente, começa a  se recusar a fazer uma coisa ou outra, sob a alegação de que “prefere não fazer” até que ele deixa de fazer absolutamente qualquer coisa que lhe seja designada.

A situação é tão absurda e eu fiquei impressionada comigo mesma, apelando para a aparente racionalidade do chefe, como se fosse inócuo tentar qualquer coisa com Bartleby. Chegou ao ponto em que o chefe demite o escrivão e ele, que estava morando no local de trabalho, se recusa a sair eu e ficava me perguntando porque o chefe simplesmente não chamava logo a polícia. Para mim foi como se a curiosidade do chefe fosse algo insensata e a preferência de Bartleby fosse algo certo, inquestionável… ou seja, uma situação muito pouco razoável.

Só que, ao mesmo tempo, parece que a curiosidade do chefe sem nome se reveste de piedade. Como se ele quisesse tanto saber a razão de Bartleby agir da forma como age para ajudá-lo, que não toma uma decisão enérgica de imediato.

Também perpassa pela discussão a questão das liberdades individuais. Lembro que uma vez, quando eu fazia terapia, minha terapeuta me perguntou assim: – Se você quiser não ir trabalhar amanhã, você pode? E eu respondi, categoricamente, que não. – Como não? Você é obrigada a ir trabalhar?  Ela indagou e eu respondi que é minha obrigação comparecer pontual e diariamente ao trabalho. E ela insistiu – Se você quiser não trabalhar nunca mais você pode? E me pareceu óbvio que não. Mas aí ela me disse – É claro que você pode, basta arcar com as consequências.

Tudo o que fazemos na vida implica em consequências e é a nossa (falta de) habilidade de lidar com elas que termina por determinar nossas escolhas e atitudes. Na minha cabeça, o maior trunfo de Bartleby é de ser livre. Ele só faz o que ele prefere, e quantas e tantas vezes não fazemos o contrário daquilo que preferimos por convenções, “obrigações”, ou até sobrevivência?

Pense quantas vezes você foi convidado(a) para um compromisso chato (e nem precisa ser nada relacionado a trabalho) e teve a liberdade de dizer “prefiro não ir” sem ter que apresentar qualquer justificativa? Eu consigo contar nos dedos de uma mão…

Bartleby na sua apatia, acaba mostrando para nós o quão é importante ansiar pela vida. Agir em razão de um querer, da vontade, e não pelos outros, por convenções sociais, pelo que se espera que façamos.

Excelente leitura 😀

Bartleby, o escrivão (Bartleby, the scrivencer)

Herman Melville

José Olympio Editora

1ª Edição – 2007

78 páginas

⭐️⭐️⭐️⭐️

FD

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Livro [#3 de 2016] – Apenas um dia – Gayle Forman

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Se eu fosse seguir a ordem cronológica deveria falar de outros três livros aqui antes de chegar em Apenas um dia. Talvez eu fale sobre o último livro de 2015 e os dois primeiros de 2016 conjuntamente já que eles compõem uma trilogia (de Stephanie Perkins – Anna, Lola e Isla – que eu li fora da ordem!!). Mas só talvez, porque à medida que a gente se afasta de um livro e começa a mergulhar em outro(s) acaba ficando mais difícil de lembrar das coisas. Anyway. Voltemos ao tema!

É sempre salutar avisar aos navegantes que esta pessoa que vos escreve não tem o mínimo comprometimento em evitar os famigerados ~ spoilers ~ então continuar a leitura é por sua conta e risco. Dito isso, vamos ao que interessa.

Sabe o que é uma leitura frustrante? Não? Então pode vir encontrar um exemplo com este livro. Ok, eu sei que existe uma espécie de continuação com o livro Apenas um ano – que segue a mesma linha do segundo livro narrado pelo personagem principal masculino como em Se eu ficar e Para onde ela foi (que eu até gostei) – e parece que há um terceiro, não publicado em português, que seria Apenas uma noite. Eu sei disso, e vou me explicar.

Entendo que livros que tem sequências, geralmente deixam ganchos gigantescos para o próximo volume. É natural, eu compreendo isso e aceito. Mas este livro começa com um ritmo bom. A menina fazendo um tour pós-high school na Europa, acaba conhecendo um europeu Don Juan e vive aventuras com ele durante o último dia da viagem.

Acontece que o crush some sem explicação e aí a vida dela é ladeira abaixo. E o livro pega carona na descida. São muitas páginas contando o marasmo que se torna a vida da protagonista e a leitura é bastante enfadonha. É como se nada fosse acontecer e parece que está tudo ali cumprindo uma quantidade de páginas determinada. Enfim, até ela começar a se movimentar a procurar por ele é preciso perseverança para continuar a leitura.

Mas ok, essa parte chega. Uma série de pistas malucas vão levando a Allyson de Boston para Paris e de lá para a Holanda e quando ela finalmente encontra o cara, ele está super entrosado com outra mulher e a nossa mocinha finge que está tudo bem e vida que segue (oi?). Mas quando está quase seguindo seu rumo, ela resolve voltar e procurá-lo na casa dele. E quando chega lá ele abre a porta e o livro simplesmente acaba. A-CA-BA! Como assim, Bial?

Frustração total. E aí eu volto à questão das sequências. Entendo que não tinha que explicar tudo, que a história continua, mas a pessoa precisa saber o ponto certo de fazer o corte. E desta vez, o corte foi feito na hora errada. Tanto que eu peguei um abuso tão grande que nem quero ler tão cedo a continuação. Me senti lesada lendo este livro.

Tá bom, não foi um drama tão grande assim para uma leitura de umas cinco ou seis horas. Toda a questão envolvendo Shakespeare é legal e vamos combinar que todo mundo queria um amigo feito o Dee na faculdade, né?

Mas já deu de perder tempo falar desse livro.

Apenas um dia (Just one day)

Gayle Forman

Editora Novo Conceito

1ª Edição – 2014

384 páginas

⭐️⭐️ (só porque ainda estou imbuída de espírito natalino)

FD

Listinha! Livros Lidos de 2015

Livros lidos 2015

#1 – Cinquenta tons de cinza – E. L. James [eu tinha que ler antes de ver o filme que saiu no começo do ano – não me julguem hahaha]

#2 – Cinquenta tons mais escuros – E. L. James [eu tinha que ler porque a história não acaba no primeiro livro e eu sou MEGA curiosa]

#3 – Cinquenta tons de liberdade – E. L. James [já deu para entender, né? ;)]

#4 – Queria ver você feliz – Adriana Falcão [uma compra aleatória na livraria do shopping – ultimamente não tenho mais feito isso, marco no Skoob os livros que quero ler e compro pela internet (Saraiva, Submarino e, principalmente, Amazon – os melhores preços tão lá, mas eu sempre compro pelo menos o mínimo pra vir frete grátis – prefiro comprar um livro a mais, que um livro a menos e pagar frete)]

#5 – Tomo conta do mundo – Diana Corso [comprei na mesma visita em que comprei o da Adriana Falcão]

#6 – O Teorema Katherine – John Green [depois de ler A culpa é das estrelas fiquei tentando descobrir o que transforma os livros de Green em bestsellers]

#7 – Para ler como um escritor – Francine Prose [Há uns sete ou oito anos eu descobri este livro e fiquei louca para lê-lo. Pouco tempo depois eu li uma resenha que falava mal do coitadinho e eu meio que o deixei de lado. Este ano eu o “reencontrei” com desconto no site da saraiva e resolvi comprar! Minha nossa senhora das leitoras arrependidas! Um livro sensacional (para mim, claro – é um livro para quem gosta de escrever/ler), eu deveria ter lido há muito tempo!!]

#8 – Se eu ficar – Gayle Forman [acho que comprei porque foi um bestseller de 2014 e eu (ainda) quero descobrir os segredos dos bestsellers ]

#9 – Para onde ela foi – Gayle Forman [eu praticamente me sinto obrigada a ler a continuação – não me julguem²]

#10 – Não se apega, não – Isabela Freitas [da mesma motivação sobre o segredo dos bestselles – mas este é brasileiro – e eu meio que perdi meu tempo =X]

#11 – Quem é você Alasca? – John Green [João Verde, again!]

#12 – O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brönte [eu preciso ler os clássicos. Apenas.]

#13 – A Autobiografia de Alice B. Toklas – Gertrude Stein [não chega a ser um clássico, mas tinha uma promoção ótima na Cultura (só assim para eu comprar na Cultura, porque vamo$ combinar… né?) dos livros da Cosac Naify e eu me joguei]

#14 – Senhor das moscas – William Golding [já tinha assistido ao filme e é #nobelprizewinner Sensacional. Sem mais. Se quiser mais, leia você mesmo!]

#15 – Minha Vida – A. P. Tchekhov [preciso ler os clássicos]

#16 – Um lugar chamado liberdade – Ken Follet [é daqueles livros de um milhão de páginas que você não consegue parar de ler e dá vontade de parar para economizar e o livro não acabar logo, mas você não consegue e quando vê: acabou!]

#17 – Razão e sentimento – Jane Austen [pre-ci-so ler os clássicos – até porque eu adoooro Jane Austen]

#18 – Na chuva com Benjamin – Flávia Dann (eu mesma!)

#19 – Memória de minhas putas tristes – Gabriel García Márquez [Gabo. Apenas. ♥]

#20 – Cidades de papel – John Green – [João Verde, again]

#21 – Grande irmão – Lionel Shriver [tava por R$ 3,98 na Saraiva, não tinha como resistir (é sério, não tinha!) e eu adorei o filme de Precisamos falar sobre o Kevin, inspirado no livro dela, então… já viu]

#22 – O livro do escritor – Vários Autores [comprei achando que era uma coisa, mas no fim era outra, totalmente diferente do que eu imaginei, mas acabou sendo legal, mesmo assim]

#23 – O resgate – Nicholas Sparks [a mesma ladainha de bestseller]

#24 – Entre o agora e o nunca – J. A. Redmerski [comprei por indicação e achei ótimo! Valeu, Dani]

#25 – Trinta e oito e meio – Maria Ribeiro [peguei emprestado – mas a leitura foi um presente!  Valeu, Karen]

#26 – Sobre a escrita – Stephen King [o primeiro livro dele que eu li – e não acho que eu vá ler os outros dele tão cedo, de qualquer forma – e achei fantástico!!]

#27 – Pastoral Americana – Philip Roth [indicado por todos os livros sobre escrita que eu já li]

#28 – As doze tribos de Hattie – Ayana Mathis [começou bem legal, mas depois ficou parecendo que a autora tinha algumas ideias soltas e ao invés de desenvolvê-las juntou tudo num mesmo livro – cada um dos filhos de Hattie com seu capítulo – e achei meio vazio… acho que vou colocar para troca no Skoob].

#29 – Outlander A viajante do tempo – Diana Gabaldon [sensacional! Falei dele no FB, se quiser conferir clica aqui]

#30 – Perdido em Marte – Andy Weir [pulando as partes técnicas é legal, ou seja, exceção à regra: prefiro o filme!]

#31 – Nu, de botas – Antônio Prata [crônicas de saudade da infância]

#32 – Como escrever séries – Sônia Rodrigues [legal, mas pouco prático, para mim que prefiro escrever livros e não séries O.o]

#33 – Pássaro do Paraíso – Joyce Carol Oates [a história nem é de outro mundo nem nada, mas eu achei a escrita sensacional. JCO está num cantinho especial do meu coração! Tem quase-resenha aqui]

#34 – Círculo de giz caucasiano – Bertolt Brecht [é um texto para teatro, né? O ideal é declamar e não simplesmente ler em silêncio. Tem uma quase quase-resenha aqui]

#35 – A Nascente (volume I) – Ayn Rand [veja mais aqui]

#36 – A Nascente (volume II) – Ayn Rand [veja mais aqui]

#37 – Outlander A libélula no âmbar – Diana Gabaldon [veja mais aqui]

#38 – À procura de Audrey – Sophie Kinsella [veja mais aqui]

#39 – Querido John – Nicholas Sparks [a mesma ladainha de bestseller #sorryagain]

#40 – Isla e o final feliz – Stephanie Perkins [eu li fora da ordem, nem me liguei que este era o terceiro de uma trilogia – a capa não faz qualquer menção e deu pra entender – mas ainda pretendo fazer resenha dos três… algum dia]

FD

[Escrita] – Novidades sobre “Na chuva com Benjamin”

Acho que não falei ainda, aqui no blog, sobre o meu livro Na chuva com Benjamin, mas como tenho boas notícias vou apresentá-lo aos que não conhecem!

Eu escrevi, no primeiro semestre de 2015, o livro cuja sinopse é a seguinte:

Quando Olívia fez as malas para ir à praia comemorar os sessenta anos de casados de seus avós, ela pensou que teria alguns dias para refletir sobre os tropeços de seu relacionamento com seu namorado, tão lindo quanto viciado em trabalho, Téo. Acompanhada por Capitu, sua melhor amiga de quatro patas, Olívia conhece o rapaz quase dez anos  mais novo que ela, de cabelos castanhos e barba ruiva, disposto a provocá-la sem qualquer cerimônia: Benjamin. E é ao seu lado que ela compreende, entre outras revelações, que viver é aproveitar cada dia, inclusive os dias de chuva.

O livro foi publicado integralmente no Wattpad e pode ser lido através deste link: Na chuva com Benjamin.

Pois bem, para quem já me conhece, não há novidade nenhuma nisso. A surpresa é que eu inscrevi o livro para participar do The Wattys, concurso anual do Wattpad, que elege as melhores histórias em várias categorias.

Confesso que quando o inscrevi, eu pensei que seria o máximo ganhar e, embora eu quisesse muito, não acreditava (mesmo!) que isso fosse acontecer. Então imaginem a minha surpresa quando me deparei com a mensagem do Wattpad falando que meu livro havia ganhado na categoria das histórias mais viciantes!! \o/

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Quase não acreditei!! Mas é verdade e eu quero compartilhar esta alegria com vocês 🙂

Os livros vencedores do The Wattys 2015 ganharam um selo indicativo na capa, e Na chuva com Benjamin ficou assim:

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Yay!!! 🙂

Por conta disso, eu estou preparando uma surpresa para os meus leitores queridos que, desde que eu publiquei o final da história, ficam me cobrando continuação: estou escrevendo  um epílogo!!

Vou fazer o seguinte. Pretendo manter o livro no Wattpad como está, completo. Quando eu terminar de escrever o epílogo, vou publicar na Amazon (com o epílogo!) e aí as pessoas que me cobram sobre página do livro no Skoob, forma de imprimir o livro… vão poder satisfazer seus desejos.

Adianto que o e-book vai ser baratinho 😉

Em breve mais novidades!

FD

Livro [#38 de 2015] – À procura de Audrey – Sophie Kinsella

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Ainda estou tentando entender como terminei de ler este livro tão rapidamente. Ok, talvez seja só reflexo da eternidade das três ou quatro semanas que passei lendo o livro II da série Outlander. Mas voltemos ao tópico deste texto.

Este livro da capa fofinha, escrito pela Sophie Kinsella é o primeiro livro dela que pego para ler. Algumas considerações iniciais: sei que ela é mundialmente famosa, e que o nome dela faz vender, independentemente do que ela tenha escrito, mas precisa de uma desproporção nestas proporções (foi proposital, não me julguem) entre o tamanho da fonte usada para o nome do livro e o tamanho da fonte do NOME DA AUTORA? Sério, mesmo? Acho completamente desnecessário. Mas eu não entendo nada de marketing, mesmo… enfim.

A outra consideração é sobre  a capa como um todo. A despeito da desproporção, a capa é sensacional! O jeito como ela segura os dedos, o contraste das cores – tudo a ver. Ponto para  Will Staehle (o ilustrador). Ah, adoro quando usam a capa original dos livros simplesmente traduzida ❤

Agora sobre o livro em si. Acho que li em umas três horas, muito rápido considerando que o livro tem 334 páginas. Daria para colocar o texto em bem menos páginas, mas não vem ao caso.

O fato é que é uma história fofinha (quem tiver medo de spoiler, a hora de correr é agora!) sobre a Audrey, uma garota de 14 anos, vivendo um momento de recuperação de um trauma psicológico ocorrido na escola que lhe deixou com transtorno de ansiedade generalizada e episódios depressivos.

O livro acaba e a gente não descobre o que, exatamente, desencadeou o trauma na Audrey, mas com o passar das páginas isso se torna realmente irrelevante. O bonito desse livro é a sensibilidade de tratar algo tão importante, que atinge sei lá quantos milhões de pessoas – inclusive adolescentes – as quais não conseguem lidar com uma situação que envolve a família inteira.

Conheço pessoas que passaram por situações bem complicadas e também apresentaram esses sintomas da Audrey e até alguns mais difíceis de lidar e imagino como deve ser doloroso ter todas essas ideias confusas na cabeça. Eu só imagino, não sei, mesmo, como é. E penso que um livro assim, voltado para o público adolescente pode mostrar uma luz no fim do túnel para as pessoas que sofrem de alguma doença parecida. Sim, porque é doença. Depressão é doença.

O grande problema social da depressão  – no meu modesto ponto de vista – é que tem o mesmo nome de um sentimento que as pessoas não gostam muito, por ser algo banal. Às vezes você está chateado com alguma coisa, triste, mesmo, aí falam que você está deprimido e isso é absolutamente normal, amanhã você realmente vai estar se sentido melhor – é assim que funciona a vida, poxa!

Mas a depressão-doença é algo muito mais grave. Primeiro porque negligenciado – as pessoas tratam como se fosse uma chateação e dizem Ah, porque você não vai ver um filme? Vai dar uma volta… tratando a doença como se fosse o sentimento e aí o doente só se sente mais mal, por se sentir incapaz de corresponder  àquela expectativa.

Se eu mandasse em alguma coisa neste mundo trataria de inventar um novo nome para a depressão-doença, para evidenciar que se tratam de situações muito distintas, a depressão-doença e a depressão-sentimento. Penso que uma coisinha simples como essa traria resultados significativos, com a redução da negligência que se vê em torno de uma das doenças que mais se prolifera no mundo (li isso em algum lugar, é verdade! Só estou com preguiça de procurar onde no Google. Pode ir lá! – E quando achar, sinta-se a vontade para comentar por aqui! :).

Voltando para o livro. Confesso que aquela história toda de Land of Conquerors me lembrou um pouco de a Culpa é das Estrelas, de John Green, que é um livro mais pesado (pelo menos foi para mim).

Enfim, adorei o Linus. É engraçado como até os mocinhos de livros de adolescentes são príncipes encantados como os rapazes da vida real dificilmente conseguem ser, nessa idade, pelo menos.

Amei a cena do sorvete! A coisa maaais linda!

Desejo a todas as Audreys por aí que encontrem um Linus só seu

Ah, outra coisa que eu adorei foi o nome do livro. Porque, para mim, serviu como sendo a parte final do livro, em que a Audrey desaparece e todos saem procurando por ela. E também como a busca da personagem principal pela Audrey dentro dela, quem ela realmente é, sem todos os problemas. Eu adoro esses nomes que evocam várias ideias

À procura de Audrey (Finding Audrey)

Sophie Kinsella

Editora Galera Record

1ª Edição – 2015

334 páginas

⭐️⭐️⭐️⭐️

FD

Livro [#37 de 2015] Outlander – Livro II – A libélula no âmbar – Diana Gabaldon

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Ontem eu terminei de ler o segundo livro da série Outlander, de Diana Gabaldon. É um volume de 935 páginas – o que justifica minha ausência por tanto tempo.

Como não comentei o livro I da série aqui no blog, vou fazer uma pequena recapitulação para falar da leitura atual.

*Se você tem medo de spoiler ~como eu ~fuja para as colinas! Agora!

Eu avisei, se ainda está aqui é por sua conta e risco 😉

Eu nunca tinha sequer ouvido falar da série Outlander, até que pedindo sugestões de livros na minha página no facebook, recebei a indicação de uma leitora (mais uma vez, valeu, Bárbara!).

Pois bem, o livro I – A viajante do tempo – conta a história de Claire Randall, uma enfermeira inglesa que no período pós-segunda guerra viaja com o marido para a região de Inverness, na Escócia, a fim de resgatarem o relacionamento depois de anos afastados em razão da guerra.

Eles escolhem Inverness porque o marido de Claire, Frank Randall é um historiador com interesse na região por conta de seus antepassados.

Ocorre que lá ~ algo acontece ~ e Claire se dá conta de que voltou no tempo! Coisa pouca… uns duzentos anos, só! E aí o livro um narra as aventuras dela nas Terras Altas, notadamente sua luta para se manter viva e o surgimento do amor por James Fraser.

No final do primeiro livro, depois de os dois – Claire e Jamie – quase morrerem umas 245 vezes eles estão grávidos e de partida para a França.

E então chegamos ao segundo livro, que é o foco deste post. A narrativa começa em terceira pessoa, em 1968, na região de Inverness, e percebemos, em pouco tempo que Claire voltou para o futuro e que sua filha já tem 20 anos, e nada de Jamie 😦 – ou de Frank (não que alguém se importe).

Partindo do futuro, Claire explica para a filha, Brianna – e para nós – que sua história não foi muito bem como ela (a filha) pensava, e que seu pai não era seu pai, pelo menos, não o pai biológico.

Essa parte inicial do livro que se passa em 1968 é um pouco chata, porque você está desesperado para saber o que aconteceu com Jamie e como e em que circunstâncias Claire voltou (para o futuro – Mcfly?) que dá vontade de ler rápido para chegar logo na parte importante. Depois que a ansiedade passa você vê que o início era importante, embora não fosse empolgante.

Enfim, Claire volta a narrar suas aventuras e, devo admitir, a leitura não flui tão rapidamente como a do primeiro livro. Acho que porque o casal principal já está junto e, embora existam alguns atritos entre eles, a urgência da história está justamente em saber como ela voltou para o futuro (sem Jamie!!).

E isso só vai ser explicado no final do livro. Não sem algumas pegadinhas 😉

Bom, aí tem várias cenas de batalhas e a gente conhece mais a respeito dos antepassados de Jamie e, em alguns momentos, a leitura é cansativa. Ela explora bastante algumas questões médicas, de higiene e as batalhas… talvez seja por se tratar de um romance histórico (alou? queria o quê?), mas às vezes acho exagerado.Perdoável, de qualquer forma 🙂

Aqui eu tenho que fazer um comentário sobre histórias de viagens no tempo.

Eu adoro histórias de viagem no tempo! Acho sensacionais (as bem feitas, lógico). Tanto que um dos meus filmes favoritos é De volta para o futuro (adoro a trilogia, mas o primeiro filme é simplesmente fantástico). Então, até agora, pelo menos, a autora conseguiu encaixar tudo com esse vai e vem no tempo. Tem algumas coisas soltas, mas pelo desenrolar da história (e considerando que ainda faltam sei lá quantos livros para o final) tenho a impressão de que vai ficar tudo bem encaixado.

Recomendo a leitura! Ganhei os dois volumes que compõem o livro três, então devo falar mais de Outlander por aqui em breve.

Só uma ressalva. Pelo que pesquisei, a série foi publicada no Brasil pela Rocco e agora está sendo relançada pela Editora Saída de Emergência, que até o momento só publicou estes quatro livros. Oremos para que eles publiquem a série inteira e não demorem tanto, né? Não vou suportar uma coleção Frankenstein, com livros de coleções diferentes (simplesmente não dá pra mim, é #maisfortedoqueeu #aloka).

Peguei um livro curtinho para ler agora, e pretendo voltar à rotina de um livro lido por semana: À procura de Audrey – de Sophie Kinsella. Vocês gostam??

Outlander – A libélula no âmbar (Dragonfly in amber)

Diana Gabaldon

Editora Saída de Emergência

1ª Edição – 2014

935 páginas

⭐️⭐️⭐️⭐️

FD

ps. não sei porque inventei de dar as estrelinhas, sempre comparo um livro quatro estrelas com outro a que eu dei também quatro estrelas. Sempre gosto mais de um deles. Mas são coisas distintas dar notas comparando e dar notas pensando no livro em si. Então vão quatro estrelas para A libélula no âmbar 😀

Livro [#36 de 2015] A Nascente (Volume II) – Ayn Rand

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Agora que eu terminei de ler o segundo volume posso dizer minhas impressões definitivas (pelo menos por hoje hehehe) quanto ao livro A Nascente, de Ayn Rand.

Confesso que estive empolgada para ler em razão da ~ revelação ~ na minha vida que foi a leitura de A Revolta de Atlas, mas me frustrei (#chateada).  Então, não me lembro exatamente há quanto tempo li A Revolta (para os íntimos), mas deve fazer uns cinco anos, e eu fiquei bastante empolgada e impressionada com a perspectiva de Ayn Rand a respeito de como enxergar a sociedade que temos hoje (o livro é da década de 1940/publicado na década de 1950, mas acho que vai servir para 2050 perfeitamente).

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